FAB afasta mais 6 controladores

Fonte: GAZETA MERCANTIL 18/07/07

Advogado sugere negociação direta com a TAM

 

SÃO PAULO, 18 de julho de 2007 - O advogado Leonardo Amarante, representante de 55 famílias envolvidas no acidente aéreo da Gol, ocorrido em setembro do ano passado, sugere às famílias dos passageiros do vôo 3054 da TAM que optem por conversar diretamente com a companhia aérea quando decidirem negociar as indenizações referentes ao acidente. Caso as conversações não avancem, as famílias devem entrar com um processo nas esferas cabíveis diretamente contra a companhia aérea. "Nesse caso, o processo deve levar cerca de três a quatro anos. Caso as famílias incluam a União ou a Infraero na ação, acredito que o processo levará no mínimo 20 anos para ser definido", diz. 

Amarante orienta as famílias a criarem uma associação para reunir os parentes das vítimas a fim de facilitar as conversações. "O principal entrave para eles é o histórico da TAM. No capítulo do acidente ocorrido com um avião da companhia em 1996, a TAM fez de tudo para não pagar as indenizações", destaca. "Há casos de parentes que não negociaram um acordo com a companhia e estão brigando na Justiça até hoje", completa. Ele também ressalta a importância dos parentes contratarem o serviço de um advogado, que deverá ficar responsável por acompanhar as investigações nas diversas esferas responsáveis, incluindo a civil e a policial.

Os parentes das vítimas têm direito a receber uma indenização material, que deverá ser calculada com base no rendimento da vítima e mais um valor calculado com base no tempo de vida provável da pessoa, e uma indenização por dano moral. Além disso, as famílias devem receber o Seguro de Responsabilidade Especial de Transportadores Aéreos (Reta), hoje estimado em cerca de R$ 14,5 mil. Esse montante deverá ser repassado aos parentes em um prazo de até 30 dias após o comunicado do óbito à seguradora, que no caso da TAM é o Unibanco AIG. (André Magnabosco - InvestNews) 

 

FAB afasta mais 6 controladores

Fonte: ESTADO DE SÃO PAULO 06/07/07

FAB afasta mais 6 controladores

 

A Aeronáutica determinou ontem a transferência de seis controladores de vôo do Cindacta-4 (Manaus) apontados como “lideranças negativas”. No dia 22, quando anunciou medidas para tentar solucionar a crise aérea, o alto comando usou o mesmo argumento para afastar 14 sargentos do Cindacta-1 (Brasília). A Força Aérea Brasileira (FAB) apenas confirmou a transferência dos controladores, sem esclarecer os motivos. Para os oficiais, a saída dos profissionais não vai sobrecarregar os demais. 

Em depoimento ontem à CPI do Apagão Aéreo da Câmara, o comandante do Cindacta-1, coronel Eduardo Raulino, disse que sua liderança foi resgatada após o afastamento de 14 controladores. Raulino admitiu que houve desatenção por parte dos controladores no caso do acidente entre o Boeing da Gol e o Legacy, em setembro. Em novembro, o então comandante da Aeronáutica Luiz Carlos Bueno admitiu que o controlador do Cindacta-1 que monitorava o Legacy informou erradamente a seu substituto a altitude do jato. Segundo Raulino, 15 controladores de defesa deslocados para o centro civil não foram formados até hoje por culpa dos sargentos insurgentes.

 

Lula escolhe um novo ministro da Defesa

Fonte: JORNAL DE BRASÍLIA 06/07/07

Lula escolhe um novo ministro da Defesa

 

O presidente Lula realiza consultas sigilosas para escolher o novo ministro da Defesa, em substituição a Waldir Pires, desgastado pelo apagão aéreo. No topo das preferências de Lula está outra vez o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), a menos que se candidate à prefeitura de São Paulo, em 2008. Outros cotados são surpresas: o desembargador aposentado Jorge Uchôa de Mendonça, do Rio, e o advogado tributarista Ives Gandra Martins.

OAB quer juizados nos aeroportos 

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio de Janeiro (OAB-RJ), Wadih Damous, informou que vai apresentar ao Tribunal de Justiça a proposta de criação de Juizados Especiais nos aeroportos do Rio para que os passageiros possam, de imediato, ajuizar reclamações quanto aos serviços das companhias aéreas e pedir ressarcimento por prejuízos sofridos. 

A medida poderia, segundo o advogado, ser estendida a aeroportos problemáticos com os de Brasília e de São Paulo. 

- Se essa proposta se tornar realidade, os passageiros poderão até mesmo obter pronta reparação em relação aos prejuízos decorrentes do apagão aéreo - comenta. 

Ao justificar a necessidade dos juizados, o presidente da OAB-RJ observa que a crise do setor aéreo tem elementos estruturais e não será resolvida no curto prazo, o que vai acarretará incômodos e prejuízos a um número ainda maior de pessoas. 

Para Wadih Damous, as companhias aéreas têm se comportado "de forma inaceitável" no trato com os clientes, muitas vezes sem prestar as informações devidas ou dar orientação aos passageiros.